terça-feira, 15 de setembro de 2015

Estavam todos nus com suas máscaras. Eu e Jonathan nos despimos e fomos ao encontro de um rapaz sentado sozinho no escuro.
Jonathan pediu para que ele deitasse no chão. O rapaz indiferente obedeceu e Jonathan pediu para eu beijasse o seu sexo. Jonathan sentou sobre o rapaz. Ele gemia e cada vez mais eu me sentia excitada ao presenciar o rapaz beijando o sexo de Jonathan.
Depois Jonathan pediu para que eu sentasse de costas no rapaz. Então veio para cima de mim. Ambos me penetravam. Sentia que meu corpo estava em chamas, implorando por mais uma golpeada, enquanto Jonathan me dava bofetadas no rosto, me despertando, me fazendo gritar.
 
 
 
 
- DELÍRIOS
 
 


Há novamente essa música pulsando em minha mente. Escuto alguém tocar o piano. Levanto-me, assustado e intrigado, e ouço vozes. Abro a porta do quarto e o que vejo me confundi por completo.
Na sala de estar, há rostos desconhecidos em seus trajes de gala rindo, bebendo e conversando. Me parece uma festa. Pergunto "quem são vocês?", mas não escuto minha própria voz e para eles sou invisível.
Quem toca o piano sou eu. Me aproximo e vejo que sangro dos olhos. Minhas lágrimas são como gotas de sangue pingando e manchando o piano.
 
 
- DELÍRIOS
 
 
 


O sonho que tive também me perturbou um pouco. Eu já morava há anos nessa casa e, sem saber, havia um menino vivendo em meu armário. Poderia tê-lo salvado, mas não o fiz por desconhecer tal fato. Ele olha para mim, com a aparência de um cadáver e o corpo esquelético, diz que é tudo minha culpa e engatinha para fora do armário.
 
 
 
- DELÍRIOS
 
 
 

Estou trabalhando em uma nova composição. Uma mistura do Moonlight Sonata de Beethoven com o Raindrop de Chopin. Toquei até ás 4h da manhã até ser vencido pelo sono. Não senti vontade de tirar a roupa. Deitei-me sobre a cama ainda arrumada e adormeci rapidamente.
Há essa música tocando em minha mente. Eu sei que a conheço, mas não consigo indentificá-la.
Estou no pátio da casa, de pés descalços, caminhando sobre o gramado. Faz muito frio e há uma névoa impedindo-me de enxergar o que esta na minha frente.
Mas assim que continuo, avisto a cabeça decepada de uma mulher. Meu estômago embrulha. Seus cabelos são longos e negros, seu rosto sem vida é belo e pálido. Eu me aproximo, com medo.
 
 
- DELÍRIOS
 
 
 
 


Sentei-me no sofá e pensei sobre o sonho que tive ontem a noite. Estava eu e meu pai conversando com um casal no apartamento onde moravam. Sinalizo para o rapaz me acompanhar até o banheiro. Peço para ele deitar no chão e começo a chupar o seu pau. Ele não consegue ter uma ereção e eu, frustado, ao ver qual era o problema, vejo que ele tem o pênis de um bebê. Me afasto, horrorizado e enojado. Olho para ele, que me parece envergonhado. Cobre o pênis minúsculo com as duas mãos. Sinto gosto de mijo em minha boca.
 
 
- DELÍRIOS
 
 
 

O calor adormece meus pensamentos. Seus lábios contornam o meu corpo. Ás vezes acho que isso é loucura. O meu desejo...
Eu o segurei, olhei bem para dentro de seus olhos castanho claros e surssurrei algo. Ele exibiu um sorriso que para mim era o mais encantador. Sua boca umedeceu a minha. Eu devolvi o beijo com intensa vontade. Nossos corpos entrelaçados. Nosso amor interrompido pela mais horripilante tragédia.

 
 
 
 
- DELÍRIOS
 
 
 


segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Até adormecer

Eu não sei o que o futuro guarda para mim
Mas por outro lado eu sei exatamente o que acontecerá por que acredito no meu poder
Você se apaixonou pelo blues
Venerou vermes que nem ao menos se importavam se estava respirando
Aventurou-se em noites solitárias
Quebrou as regras
 
Ás vezes acho que uma tempestade se aproxima
Mas não deixo isso me abalar
Há somente uma estrada
Viva e límpida
E eles podem serem cruéis
Mas tudo bem
Por que eu estarei rindo
E sendo exatamente quem eu quero ser
Sem fantasias
Somente vivenciando
Eu sei que ele se aproxima...
 
Sonhe até adormecer
Sonhe até se tornar realidade