segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Frieza

Em um sonho que não parece lhe pertencer
Ele se afastava solenemente
Eu desejava encontrá-lo
Para sentir o seu poder efervescente
 
Eles não haviam sido gentis
Eu o abraçava e ele retribua sofrido
Eles o haviam feito menos humano
Arrancando tudo que podiam
 
Com sua frieza
Eu o vejo partir
Eles não haviam sido gentis e o fizeram menos humano
Eu o vejo partir sem se despedir
Não consigo superar a sua frieza
 
Ele costumava beber do próprio veneno
E agia como se aquilo não o machucasse
Ele só queria dormir até o fim da tarde
E despertar longe dali
 
Ele pousou os lábios em meu pescoço
Sinto um arrepio só em pensar
Gentilmente me carregava
Pois sabia que eu não era forte o suficiente
 
Você podia aparecer em sua Sidecar
O vento acaricia meu rosto
Você poderia aparecer ao anoitecer
Quando ninguém poderia nos reconhecer
 
A dor permanece a mesma
Eu só quero me desvencilhar dessa maldição
Ponderando classe e elegância
Ele me desperta no meio da noite surssurrando meu nome
 
Quem sabe no amanhecer eu tenha superado essa perda
Quem sabe no amanhecer eu tenha esquecido a sua existência

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