domingo, 15 de novembro de 2015

Entrevista para a Rádio Unisinos

 
Registro da minha entrevista para a Rádio Unisinos. Falei sobre meus livros "Privilegiados" e "Delírios" lançados ontem na Feira do Livro de Porto Alegre na Praça dos Autógrafos.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Manhã de verão

Eles parecem estranhos à medida que nos aproximamos
Eu nasci para causar problema onde quer que eu esteja
Tatuei sobre o corpo dela meu nome em vermelho
Eu observei a lua se escondendo sobre as nuvens
 
Tão celebre e vivida
 
Eu nasci em uma manhã abençoada de verão
Os fogos de artifício se apagavam longe dali
Eu nunca temi nada
Estava preparada para chegar a qualquer lugar
 
 

 
Você disse que faria eu me sentir livre de tudo que me entediava...
 
 

Não perca tempo com antigos rancores. Reinvente-se.
 
 

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

5 de novembro de 2013

Sempre me lembrarei do 5 de novembro de 2013 com muito carinho. Foi o dia em que decidi me aceitar poeta. Em que decidi publicar "Em chamas". Em mostrar meus pensamentos, sentimentos, até minhas confusões...
Por que ser você mesmo é a melhor coisa que se pode fazer nessa vida.
 
 

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Spleen

Eu vi os restos de spleen a me abandonar nessa rua inerte e solitária
Presos pelo meu desapego
Eles voaram saltitantes como colibris
Voluptuosos, tenebrosos

Um brinde a uma vida mais excitante
E que eu continue sobrevivendo do gozo desses vultos ordinários
Seus olhos, a iluminar-se de prazer.
E eu, intacta, a observá-los
 
 

Sobrevivência

Eu costumava me acalmar no final
Depois de passar as noites em estridente agonia
Por que eu estava lá por alguma razão
Traduzindo daquele rosto perfeito cada emoção

Gentilmente era conduzida
Ao que pensava ser o último beijo
Gentilmente era trazida de volta
Ao que julgava ser o último desejo

SOBREVIVÊNCIA
Eu consigo sentir arder dentro de mim
Os pés caminhando na brasa

Ele costumava entornar a garrafa de gim
Durante as noites sombrias que o rodeavam
Por que eu havia sido envenenada
Repleta de uma fúria desenfreada

Ele perseguia o perigo
E acabava sempre sangrando
Mas no final sempre vencia
Agarrando e devorando o que bem entendia

SOBREVIVÊNCIA
Fervia dentro dele
E queimava

 
Podemos ser nós mesmos, despreocupados em se importar
Podemos voltar quando anoitecer, onde ninguém nos reconhecerá
Eu poderia morrer e despertar
Ainda sim não seria o suficiente
Sugando toda a chama instalada dentro de mim
Sua boca tem gosto de sono e lágrimas